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Fonte: TI Inside
MEC quer tablets nas escolas, mas laptop educacional chega a menos de 2% dos alunos
terça-feira, 31 de janeiro de 201211:50
O Ministério da Educação (MEC) vai lançar neste ano um edital
para que as redes de ensino possam adquirir tablets a custo mais
baixo, como fez com os laptops do programa Um Computador por Aluno
(UCA). "Estamos definindo as características do aparelho, vai
depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital
porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do
equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar
qualquer conteúdo", explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de
Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.
Atualmente, cerca de 500 escolas do país contam com laptops
educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram
adquiridos por meio do pregão realizado pelo Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE undo Nacional de Desenvolvimento
da Educação (FNDE), seja pelo próprio governo federal ou por
prefeituras e governos estaduais - o número inclui máquinas que já
foram solicitadas e estão a caminho das escolas.
Considerando o total de matrículas na rede pública nos ensinos
fundamental e médio, o número de estudantes que têm um computador
em mãos hoje dentro da sala de aula representa menos de 2% das
matrículas - se cada máquina estiver sendo utilizada
individualmente, como previa o projeto original. Segundo Gotti, a
intenção nunca foi universalizar o programa e levar os laptops a
todos os alunos. O ministério defende que os tablets não virão para
substituir os laptops, mas complementar as tecnologias existentes
nas escolas.
"As políticas na verdade se complementam e a gente espera
universalizar a tecnologia unindo os tablets, os laptops e os
computadores de mesa. As tecnologias se somam e a gente trabalha
com as alternativas disponíveis dentro da melhor realidade de cada
ambiente", explica o diretor do MEC.
O UCA começou a ser pensado em 2005, mas demorou a sair do
papel, e as máquinas só chegaram aos estudantes em 2009. Os
primeiros computadores foram distribuídos pelo MEC para alguns
municípios e na segunda fase as próprias prefeituras adquiriram os
aparelhos por meio de um edital organizado pelo governo que reduziu
os custos. O governo ainda não decidiu se irá comprar parte dos
tablets com recursos próprios e distribuir para as redes de ensino
consideradas prioritários pelo baixo desempenho nas avaliações,
como ocorreu com o UCA. Mas o edital para que as prefeituras e os
governos estaduais possam comprar os equipamentos se tiverem
interesse já está sendo produzido.
Às vésperas da chegada de uma nova tecnologia nas salas de aula
das escolas brasileiras, ainda não há uma avaliação oficial dos
resultados alcançados pelo UCA em termos de melhoria da qualidade
do aprendizado. A percepção nas redes de ensino é que o equipamento
desperta grande interesse nos alunos e dá mais motivação, diz
Gotti.
"A Universidade Federal do Ceará (UFC) está fazendo esse
trabalho de avaliação do UCA, mas não há resultados ainda porque
faz pouco tempo que os laptops estão em uso. Mas em geral tem-se
constatado que há muito interesse por parte dos alunos no uso do
computador em sala de aula que foge daquele modelo tradicional do
laboratório de informática. Ele traz um ganho em termos de
curiosidade desse aluno que pode pesquisar e entender melhor os
conteúdos", explica.
Neste ano, o MEC divulga o Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb) de 2011, indicador que mede a qualidade do ensino
oferecido pelas escolas do país e é calculado a cada dois anos. Com
esses dados será possível comparar se houve melhoria no desempenho
das escolas que receberam os laptops entre 2009 e 2011. As
informações são da Agência Brasil.
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